segunda-feira, 9 de março de 2020

NOTA DA REPÚDIO DE ANTRA CONTRA O LINCHAMENTO VIRTUAL PROMOVIDO CONTRA A REEDUCANDA SUZY.

NOTA DA REPÚDIO DE ANTRA CONTRA O LINCHAMENTO VIRTUAL PROMOVIDO CONTRA A REEDUCANDA SUZY.

A Associação Nacional de travestis e transexuais (ANTRA), vem a público repudiar a exposição sensacionalista e o linchamento virtual motivados pela transfobia social e estrutural, com que a página de Instagram Grupo de Ciências Criminais – @criminalistas – que consta com mais de 100 mil seguidores, se valendo da tentativa de manipular a opinião pública contra a Travesti Suzy que se encontra privada de sua liberdade e cumprindo pena pelos crimes que cometeu. Publicaram diversos posts e informações (que posteriormente foram apagados) sobre o suposto processo que culminou em sua prisão em uma campanha anti ética, carregada de julgamentos subjetivos e que se opõe diretamente ao que prevê o direito penal no que tange a conscientização pública sobre o sistema e a função da pena.

Que tipo de ajuda é essa que a página pretende disseminar ao expor publicamente uma pessoa que já está pagando pelo que fez em um país que institucionalizou um projeto de marginalização das pessoas trans?

Da mesma forma repudiamos, ativistas e grupos de feministas radicais que tem replicado massivamente o teor do processo que já transitou em julgado, intensificando a campanha difamatória,a fim de gerar mais ódio contra as pessoas trans e atacar diretamente o movimento que vinha sendo construído em prol de apoio a Suzy. O que, aliás, tem sido uma especialidade por parte dessa corrente do feminismo que tem contribuído de forma sistêmica para a disseminação e perpetuação da violência e por consequência o assassinato de nossa população, através de campanhas de ódio, muitas vezes baseadas em informações fraudulentas e toda a perseguição pública contra o direito das pessoas. Alinhando-se inclusive a grupos fundamentalistas, que são contra direitos das mulheres, com o desejo único de atingir a população de travestis e mulheres transexuais.

Pessoas cisgeneras que cometeram infrações graves continuam recebendo visitas, não são esquecidas. E neste sentido a reportagem com o Dr Drauzio Varella segue muito importante. E a forma com que cisativistas radicais vem replicando o caso tem como intuito desumanizar mulheres trans em qualquer instância, especialmente as encarceradas, e colocar todas nós travestis e mulheres trans numa posição igual a de bandidos de alta periculosidade, crueldade e frieza. Reforçando um perfil violento que a sociedade historicamente imputou a nossa população.

Sobre o ocorrido, observamos a transfobia pela necessidade de negar a identidade de gênero da Suzy quando a tratam no masculino e expõem seu nome de registro em toda rede social. Por acaso o fato de ela ter cometido crime não lhe dar o direito de ser reconhecida dentro da sua subjetividade? E com relação ao crime, a Suzy não teria direito a resssocialização? Por quais motivos? O fato de ela estar presa não seria o suficiente para reconhecermos que, no estado democrático de direito, ela estaria sendo punida pelo que cometeu? Não é disso que trata o direito penal ?

Essas perguntas demonstram o cenário em que ocorreram a divulgação sensacionalista do processo e os julgamentos implícitos que foram colocados quando da veiculação dos referidos posts. Uma das finalidades da pena é a resocialização e a reeducação, dando oportunidade de a pessoa responder pelo seu delito e de se redimir.

É preocupante a ideia de que a vingança tome o lugar da justiça por pessoas incapazes de entender a complexidade do processo punitivo, para que se destile todo racismo e a transfobia contra a nossa população. Precisamos acabar com a ideia de que as pessoas que estão presas não precisam de ajuda, afinal todas e todos nós sabemos o sistema prisional que temos no Brasil e que a maioria das pessoas que estão lá são negras – assim como a própria Suzy.

E mesmo que ela seja culpada pelo que dizem, não mudara absolutamente nada aqui fora. Somos contra atos de violência contra qualquer pessoa ou a violação dos direitos humanos de quem quer que seja.

O Estado já a condenou, não cabe a nós condená-la novamente!!!

Salvador, BA. 08 de Março de 2020.

Dia internacional das mulheres.

Keila Simpson
Presidenta da ANTRA

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Bolsonaro veta projeto de lei que garantia sangue e remédios a todos os pacientes do SUS






Para o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, Bolsonaro agiu de maneira irresponsável com a população vulnerável. 'idas perdidas é o legado irrecuperável desse presidente que vilipendia os pobres'

Bolsonaro veta projeto de lei que garantia sangue e remédios a todos os pacientes do SUS

Projeto assegurava medicamentos e tratamento em todo o sistema público de saúde. Para ex-ministro Alexandre Padilha, foi outro "ataque às populações mais vulneráveis e que mais precisam"

São Paulo – Os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) não terão garantida a oferta de sangue, hemoderivados, medicamentos para o diagnóstico, prevenção e tratamento de doenças. Projeto de lei aprovado no Congresso que assegurava essa obrigação foi vetado integralmente pelo presidente Jair Bolsonaro.
A proposta original do autor do projeto, o ex-governador Marconi Perillo (PSDB-GO), buscava garantir o tratamento de pacientes portadores de coagulopatias congênitas (hemofilias), mas o texto foi alterado na tramitação no Senado e a redação final estendeu a garantia para todos os pacientes do SUS. A assessoria de imprensa da Presidência da República diz que Bolsonaro barrou o projeto por “ordem técnica e jurídica”, já que o texto traria alterações em lei que regulamenta a coleta, processamento e distribuição do sangue.
Para o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, Bolsonaro agiu de maneira irresponsável com a população pobre e dependente da saúde pública. “Mais um ataque às populações mais vulneráveis e que mais precisam. Vidas perdidas é o legado irrecuperável desse presidente que vilipendia os pobres”, criticou nas redes sociais.
Ainda segundo o governo, o projeto criava uma obrigação ao Executivo e proporcionava “despesa obrigatória” ao poder público, sem definir uma fonte de custeio específica para arcar com a implantação da medida. O veto foi publicado na edição do Diário Oficial da União desta sexta-feira (27), mas o Congresso ainda pode derrubar a decisão .
Com informações do jornal O Estado de S.Paulo
FONTE Brasil de Fato 

A foto, o prêmio e o suicídio


A foto foi tirada no ano de 1993, no Sudão (numa área que hoje pertence ao Sudão do Sul). Na época, o país estava arrasado por uma longa guerra civil. Kevin Carter, um premiado fotojornalista sul-africano, estava se preparando para fotografar uma criança faminta tentando chegar a um centro de alimentação da Organização das Nações Unidas (ONU), próximo à aldeia de Ayod, quando um abutre-de-capuz apareceu nas proximidades.
João Silva, um fotojornalista português que mora na África do Sul e que acompanhou Carter no Sudão, relatou que os oficiais da ONU lhe disseram que iriam parar por 30 minutos (o tempo necessário para distribuir alimentos), de modo que os dois aproveitaram para olhar ao redor e tirar fotos.
Homens e mulheres da aldeia saíam de suas cabanas e iam até o avião da ONU para receber as doações de alimentos. Neste curto período, as crianças muitas vezes ficavam sozinhas. Esta era a situação do menino registrado na foto de Carter. Um abutre então pousou atrás do garoto. Para ter os dois em foco, Carter se aproximou da cena muito lentamente para não assustar a ave e tirou uma foto a aproximadamente 10 metros de distância. Ele então tirou mais algumas fotos antes de espantar o pássaro.
Vendida para o The New York Times, a fotografia foi publicada pela primeira vez em 26 de março de 1993 e foi repassada para muitos outros jornais ao redor do mundo. Em 1994, a imagem ganhou o Prêmio Pulitzer de Fotografia Especial.
Carter foi muito criticado por não ajudar o menino. O jornal St. Petersburg Times, da Flórida, disse sobre Carter: “O homem ajustando suas lentes para capturar o enquadramento exato daquele sofrimento poderia muito bem ser um predador, um outro urubu na cena.”
Dois fotógrafos espanhóis que estavam na mesma área naquela época, José María Luis Arenzana e Luis Davilla, e que não conheciam a fotografia de Kevin Carter, também tiraram uma foto em situação similar. Mas Carter foi o único a ser massacrado pela opinião pública e a imprensa.
Com as criticas, Carter entrou em depressão e, pouco mais de um ano depois da foto, dirigiu até o córrego Braamfontein Spruit, em Joanesburgo, e tirou a própria vida colocando uma das extremidades de uma mangueira no escapamento de sua caminhonete e a outra na janela do lado do passageiro. Ele morreu por intoxicação por monóxido de carbono, aos 33 anos de idade.
Trechos da sua carta de suicídio mostram como ele se sentia: “Eu sinto muito. A dor da vida ultrapassa a alegria ao ponto em que a alegria não existe…. deprimido … Estou assombrado pelas vívidas memórias de mortes e cadáveres e raiva e dor … de crianças famintas ou feridas, de loucos com dedo no gatilho, muitas vezes policiais, carrascos assassinos … Fui juntar-me ao Ken (Ken Oosterbroek, seu colega fotógrafo que havia falecido há pouco tempo), se eu tiver tamanha sorte.”
O menino da foto era Kong Nyong, que estava sofrendo de má nutrição severa na época, mas já tinha começado a receber ajuda da ONU. Na foto, é possível ver a pulseira de identificação da entidade no braço da criança. E, ao contrário do que muitos pensavam, ele não morreu na época da foto. Segundo seu pai, Kong morreu adulto em 2006, devido a uma febre.
Fonte: Magnus Mundi

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Conheça a dentista que aceitou se casar com Bruno dentro da cadeia: ‘Vive com medo’

Conheça a dentista que aceitou se casar com Bruno dentro da cadeia: ‘Vive com medo’

Saiba quem é Ingrid, a mulher do goleiro Bruno

O jogador foi solto nesta sexta-feira e saiu de mãos dados com a mulher. Eles se casaram em cerimônia evangélica, em 2016, na Apac de Santa Luzia, na Grande BH


O goleiro Bruno Fernandes, de 32 anos, ganhou a liberdade nesta sexta-feira ao deixar a Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac), em Santa Luzia, na Grande BH.

Da prisão, ele saiu de mãos dadas com a mulher, a dentista Ingrid Calheiros Oliveira, 30 anos, com quem ele começou a namorar em 2008.

Na época, Bruno era casado com a namorada de adolescência, Dayane Rodrigues. Em 2009, Ingrid foi pedida em casamento e se tornou noiva do jogador. Além de Dayane e Ingrid, também havia outras mulheres na vida do goleiro. Em uma das festas de boleiros, Bruno conheceu Eliza, uma modelo que se iniciara também na carreira de atriz com um filme pornô. Pouco tempo depois ela engravidou.

Ingrid durante audiência do caso Bruno, em 2011 - Foto: Túlio Santos/EM/D.A. PressUm ano depois de firmar o noivado, o jogador é preso na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e condenado a 22 anos e três meses de reclusão pelo desaparecimento e morte de Eliza Samudio. Quando o detento foi transferido para uma penitenciária em Francisco Sá, a 55 quilômetros de Montes Claros, em 2012, a dentista também se mudou para o Norte de Minas.

A mudança de Ingrid para Montes Claros fez parte da estratégia dos advogados de defesa de Bruno para conseguir a transferência dele para a cidade do Norte de Minas e a autorização para que pudesse sair da cadeia para treinar ou atuar em jogos do Montes Claros Futebol Clube - conhecido popularmente como "o Bicho". Lá, ele permaneceu preso até o fim de 2015, quando voltou a ser preso na Penitenciária Nelson Hungria.

Quando o goleiro foi transferido para a Apac de Santa Luzia, em 2016, depois de oito anos de namoro, Ingrid e ele oficializaram a união e se casaram em cerimônia evangélica, realizada no centro de ressocialização.O casamento foi celebrado por uma pastora da Igreja Quadrangular, dentro da Apac, segundo o advogado do ex-goleiro rubro-negro, Lúcio Adolfo. Em seguida, foi oferecido um almoço para cerca de 100 convidados. A comida foi preparada por internos da Apac. .

Fonte: Em Dia


''Quem é essa porcaria chamada Greenpeace? Isso é um lixo'', diz Bolsonaro


''Quem é essa porcaria chamada Greenpeace? Isso é um lixo'', diz Bolsonaro

  • Organização emitiu nota em que destacou que o Conselho da Amazônia não tem meta e nem orçamento
Jair Bolsonaro, presidente desta suposta República, voltou a atacar nesta quinta-feira 13/II o Greenpeace. Na saída do Palácio da Alvorada, ele foi questionado por jornalistas sobre uma nota emitida pela ONG. E respondeu: "Quem é Greenpeace? Quem é essa porcaria chamada Greenpeace? Isso é um lixo”.
A nota do Greenpeace critica o Conselho da Amazônia e diz que ele não tem meta, nem orçamento. "Não anulará a política antiambiental do governo e não tem por finalidade combater o desmatamento ou o crime ambiental. Os governadores, indígenas e a sociedade civil não fazem parte da sua composição. E numa tentativa de minimizar o impacto negativo da gestão do ministro Ricardo Salles, Bolsonaro retirou o Ministro do Meio Ambiente do comando de políticas ambientais para a Amazônia e espera que isto já seja o suficiente para enganar a opinião pública e os investidores internacionais. Mas os resultados continuarão sendo medidos diariamente pelos satélites que medem o desmatamento", diz trecho da nota do Greenpeace.
Na terça-feira 11/II, Bolsonaro assinou um decreto que transferiu a coordenação do Conselho Nacional da Amazônia Legal do Ministério do Meio Ambiente para o Vice-Presidente, Hamilton Mourão.

Fonte: UOL 

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

População de países pobres triplicará até ano 2050


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População de países pobres triplicará até ano 2050

Número de pessoas cresce 77 milhões por ano

Número de pessoas cresce 77 milhões por ano

O número de pessoas vivendo no 48 países mais pobres deverá triplicar até o ano 2.050, quando a população da Terra deve chegar a 9 bilhões de pessoas.

As estimativas são da ONU.

O relatório sobre tendências populacionais da ONU prevê que nos países ricos a população deve cair.

De acordo com o estudo, até países da África pesadamente afetados pela aids devem ter aumento de população nesta metade de século.

Envelhecimento

A parcela de pessoas idosas na população geral também deve aumentar, devido ao crescimento da expectativa de vida e à redução da taxa de natalidade.

A população terrestre é hoje de cerca de 6 bilhões de pessoas.

A taxa de crescimento populacional atualmente é de cerca de 1,3% - o que resulta em um aumento de 77 milhões de pessoas ao ano.

Seis países respondem por metade do crescimento anual da população terrestre: Índia, China, Paquistão, Nigéria, Bangladesh e Indonésia.

Países ricos como Japão, Alemanha e Itália deve ter sua população diminuída nos próximos 50 anos.

Hungria, Geórgia, Ucrânia e Rússia também deve experimentar queda agudas de população.

FONTE : BBC