quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Ponte Salvador-Itaparica chineses não aparecem para assinar contrato

O colunista Levi Vasconcelos, do jornal A Tarde, informa que os chineses responsáveis pelas empresas que construirão a ponte Salvador-Itaparica sumiram e não apareceram na segunda-feira da semana passada para assinar o contrato de construção da ponte com o governo do estado.

O problema maior é que as duas empresas que venceram a licitação são estatais – ou seja, pertencem ao governo da China – e ainda não se sabe o tamanho impacto que o coronavírus terá nos empreendimentos chineses.

Fonte: Política Livre

Brasil só julgou 14 dos 300 assassinatos de ambientalistas da última década

HUMAN RIGHTS WATCH

Brasil só julgou 14 dos 300 assassinatos de ambientalistas da última década

ONG Human Rights Watch documenta a impunidade das máfias de madeireiros ilegais que impulsionam o desmatamento

Dilma Ferreira da Silva, assassinada em março de 2019, numa atividade do Movimento dos Atingidos por Barragens.Dilma Ferreira da Silva, assassinada em março de 2019, numa atividade do Movimento dos Atingidos por Barragens.REPRODUÇÃO.  

Mesmo antes de Jair Bolsonaro virar presidente e levar à cúpula do poder seu discurso contra os ativistas que defendem a natureza, o Brasil já era o país mais perigoso do mundo para os ambientalistas (uma classificação em que foi superado pela Colômbia em 2018). São crimes que na imensa maioria dos casos não foram esclarecidos, nem sequer julgados. Dos 300 defensores da Amazônia brasileira assassinados na última década, só 14 casos acabaram diante de um tribunal, revela a organização não governamental Human Rights Watch (HRW) no relatório intitulado As Máfias da Floresta Tropical, divulgado nesta terça-feira.

No dia 7, um funcionário da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) foi assassinado a tiros quando circulava de moto em Tabatinga, no Amazonas. Em março, Dilma Ferreira da Silva, coordenadora do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), foi assassinada na região de Tucuruí, no Pará. A força-tarefa da Polícia Civil confirmou que Silva, seu esposo e um amigo do casal foram assassinados a mando do grileiro Fernando Ferreira Rosa Filho, conhecido como “Fernandinho”. O mandante era vizinho do assentamento que os ativistas viviam e queria as famílias fora da área.

A ONG de defesa dos direitos humanos destaca o trabalho que essas pessoas realizam para a preservação da flora e da fauna, além de alertar às autoridades sobre uma área que abrange 60% do território brasileiro. É o caso de Olimpio Guajajara, que patrulha com 123 membros de sua comunidade um território equivalente ao triplo do município de São Paulo. A HRW detalha o enorme grau de impunidade dessas organizações criminais, que têm a capacidade logística de coordenar a extração, processamento e venda de madeira em grande escala na maior floresta tropical do mundo. O corte ilegal costuma ser o primeiro passo para depois dedicar a terra a cultivos ou pastagens. Por isso os madeireiros são os principais responsáveis pelo desmatamento ilegal, que disparou, segundo dados oficiais preliminares, desde que Bolsonaro chegou à presidência, em janeiro.
Quando o Brasil assinou o Acordo de Paris contra a Mudança Climática, também se comprometeu a acabar com o desmatamento ilegal, recorda a HRW. No entanto, o desmatamento vem aumentando desde 2012. A ONG acusa o atual presidente de ter, com seu discurso e suas ações, dado luz verde às quadrilhas implicadas no desmatamento ilegal. E acrescenta que, desse modo, Bolsonaro “põe os defensores da Amazônia e a própria Amazônia em grave perigo, além de solapar a capacidade do Brasil de cumprir seu compromisso de reduzir as emissões de gases de efeito estufa e contribuir para mitigar o aquecimento global”.
Como recorda a HRW, o mandatário minou a fiscalização das leis ambientais (as inspeções e as multas desabaram) e enfraqueceu as agências ambientais federais (o ministro do setor, Ricardo Salles, demitiu em apenas um dia a 21 dos 27 diretores regionais do Ibama).

Fonte,: El Pais 








Alexandre Frota publica foto de novo diretor da Secom durante ménage


Alexandre Frota publica foto de novo diretor da Secom durante ménage

  • Na publicação, o deputado federal Alexandre Frota diz que o novo diretor de Canais Digitais da Secom, Luiz Galeazzo, é ''hipócrita''
Após o nome do publicitário Luiz Galeazzo ser cotado para assumir o comando da área digital do governo, surgiram, nas redes sociais, publicações que questionam comportamentos do influenciador – tanto do ponto de vista político quanto comportamental. O deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) usou o Twitter, nesta quarta-feira (05/02/2020), para criticar a possível indicação.
Ele publicou imagens nas quais o publicitário aparece ao lado de duas mulheres nuas, na cama. Em uma das fotos, ele está mordendo a bunda de uma delas.
“Vejam o conservadorismo do governo Bolsonaro. Esse é o Luiz Galeazzo, que será o novo secretário de mídias digitais da Secom. Convidado para trabalhar no governo”, ironizou Frota

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Um quarto da população brasileira vive com menos de R$ 420 por mês


Um quarto da população brasileira vive com menos de R$ 420 por mês






As mulheres pretas e pardas são as mais vulneráveis: 27,2 milhões vivem abaixo da linha da pobreza

Por: Isabela Alves
No ano passado, um quarto da população brasileira (52,5 milhões de pessoas) vivia com menos de R$ 420 por mês, o que caracteriza situação de pobreza. A informação é da Síntese de Indicadores Sociais 2019, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A mesma pesquisa também aponta que 13,5 milhões de pessoas (6,5% dos brasileiros) viviam em 2018 com renda mensal per capita menor que R$ 145, ou seja, na extrema pobreza. Esse número é superior à população inteira de países como Bolívia, Bélgica, Cuba, Grécia e Portugal.
A pobreza atinge principalmente a população preta ou parda, que representa 72,7% dos pobres (38,1 milhões de pessoas), em especial as mulheres pretas ou pardas (27,2 milhões estão abaixo da linha da pobreza).
O valor do indicador de pobreza do Bolsa Família é de R$ 89, porém este benefício não é suficiente para tirar as pessoas da extrema pobreza. De acordo com o indicador estabelecido pelo Banco Mundial, as pessoas que recebem US$ 5,50 por dia são consideradas pobres, e quem recebe US$ 1,90 é considerado extremamente pobre.
Fonte: IBGE Observatório terceiro  setor

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Normas das eleições 2020


⚠ DICA ELEIÇÕES 2020 ⚠

➡ LISTA IMPORTANTE, FIQUE ATENTO AS REGRAS VÁLIDAS PARA AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS DESTE ANO!

✅ Data
1º turno: dia 4 de outubro de 2020.
2º turno: dia 25 do mesmo mês.

✅ Cargos em disputa
Prefeitos, vice-prefeitos e vereadores.

✅ Domicilio Eleitoral
O tempo mínimo de domicílio eleitoral diminuiu de um ano para 6 meses, isto é, o mesmo prazo exigido para a filiação partidária.

✅ Numero de candidatos a vereador
Cada partido poderá lançar até 150% do número de vagas na Câmara Municipal em cidades acima de 100 mil eleitores.

✅ Partidos
O partido tem que registrar seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até seis meses antes do pleito para poder disputar as eleições.

✅ Diretório municipal
Para concorrer, os partidos deverão constituir seus diretórios municipais, não podendo mais ficar apenas como comissão provisória.

✅ Coligações
Candidatos a prefeito poderão coligar com outros partidos para disputar as eleições.
Já as coligações partidárias estarão proibidas para as eleições de vereadores, cada partido terá que concorrer individualmente.

✅ Cota de candidaturas
O partido deverá reservar a cota mínima de 30% para as mulheres.

✅ Idade mínima
A idade mínima para se eleger prefeito ou vice-prefeito é de 21 anos e vereador 18 anos.

✅ Limites de gastos
Projeto aprovado pelo Congresso fixa que os limites serão iguais aos de 2016, corrigidos pela inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Importante: O candidato poderá se autofinanciar em até 10% do limite de gasto para o cargo.

✅ Doações
Somente pessoas físicas poderão fazer doações para campanhas eleitorais. As doações serão limitadas a 10% dos seus rendimentos no ano anterior à eleição.

✅ Arrecadação
A partir do dia 15 de maio do ano eleitoral, os pré-candidatos poderão fazer arrecadação prévia de recursos por meio de vaquinha eletrônica, mas a liberação do dinheiro ficará condicionada ao registro da candidatura.

✅ Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC)
Como em 2018, a eleição de 2020 contará com financiamento público de campanha.

✅ Propaganda eleitoral
A propaganda eleitoral será permitida somente após o dia 15 de agosto do ano eleitoral. A lei não considera propaganda eleitoral antecipada o anúncio de pré-candidatura ou a exaltação pelo pré-candidato de suas qualidades pessoais.

✅ Propaganda no rádio e TV
É proibido qualquer tipo de propaganda eleitoral paga no rádio e na televisão. A propaganda gratuita é permitida nos 35 dias anteriores à antevéspera das eleições.

✅ Propaganda cinematográfica
Nas propagandas eleitorais, não serão permitidas o uso de efeitos especiais, montagens, trucagens, computação gráfica e desenhos animados.

✅ Propaganda na imprensa
São permitidas, de 15 de agosto até a antevéspera das eleições, a divulgação paga, na imprensa escrita, e a reprodução na internet do jornal impresso.

✅ Propaganda na internet
É permitido fazer campanha na internet por meio de blogs, redes sociais e sites. Partidos e candidatos poderão contratar o impulsionamento de conteúdos (uso de ferramentas, gratuitas ou não, para ter maior alcance nas redes sociais). Está proibido o impulsionamento feito por pessoa física.

✅ Sem ofensas
É crime a contratação direta ou indireta de grupo de pessoas para enviar mensagens ou fazer comentários na internet para ofender a honra ou denegrir a imagem de candidato, partido ou coligação.

✅ Propaganda
É proibido fazer propaganda de qualquer natureza (incluindo pinturas, placas, faixas, cavaletes e bonecos) em locais como cinemas, clubes, lojas, centros comerciais, templos, ginásios e estádios, ainda que de propriedade privada.
A proibição se estende a postes de iluminação pública, sinalização de tráfego, viadutos, passarelas, pontes e paradas de ônibus, árvores, muros e cercas.

✅ Material de propaganda
É permitido colocar bandeiras na rua, desde que não atrapalhem o trânsito de pessoas e veículos. Também pode colar adesivo (de 50 cm x 50 cm) em carros, motos, caminhões, bicicletas e janelas residenciais. "Envelopar" o carro (cobri-lo totalmente com adesivo) está proibido. No máximo, poderá ser adesivado o para-brisa traseiro, desde que o adesivo seja microperfurado.

✅ Brindes
Na campanha eleitoral, é proibido distribuir aos eleitores camisetas, chaveiros, bonés, canetas ou outros brindes.

✅ Outdoor proibido
É vedada a propaganda eleitoral em outdoors, inclusive eletrônicos.

✅ Alto-falantes
O funcionamento de alto-falantes ou amplificadores de som é permitido entre as 8h e as 22h. Porém, os equipamentos não podem ser usados a menos de 200 metros de locais como as sedes dos Poderes Executivo e Legislativo, quartéis, hospitais, escolas, bibliotecas públicas, igrejas e teatros (quando em funcionamento).

✅ Cabos eleitorais
A contratação de cabo eleitoral é permitida, mas respeitando alguns critérios conforme a quantidade de eleitores no município.

✅ Comícios
A realização de comícios e o uso de aparelhos de som são permitidos entre as 8h e a meia-noite, exceto o comício de encerramento da campanha, que poderá ir até as 2h da manhã.

✅ Trio elétrico
É proibido o uso de trios elétricos em campanhas, exceto para a sonorização de comícios. A circulação de carros de som e minitrios é permitida em comícios, passeatas, carreatas e caminhadas, mas desde que observado o limite de 80 decibéis, medido a sete metros de distância do veículo.

✅ Showmício
É proibida a realização de showmício para promoção de candidatos, assim como a apresentação, remunerada ou não, de artistas com a finalidade de animar comício e reunião eleitoral.

✅ Debates
É permitida a realização de debates promovidos por rádios ou canais de televisão, sendo assegurada a participação de candidatos dos partidos com representação no Congresso Nacional, de, no mínimo, cinco parlamentares.

✅ Véspera da eleição
Até as 22h do dia que antecede a eleição, pode haver distribuição de material gráfico, caminhada, carreata, passeata ou carro de som.

✅ Dia da eleição
Constituem crimes, no dia da eleição:

- O uso de alto-falantes e amplificadores de som ou a promoção de comício ou carreata;
- A arregimentação de eleitor ou a propaganda de boca de urna;
- A divulgação de qualquer espécie de propaganda de partidos políticos ou de seus candidatos;
- A publicação de novos conteúdos ou o impulsionamento de conteúdos nas aplicações de internet, podendo ser mantidos em funcionamento as aplicações e os conteúdos publicados anteriormente.
- No dia da eleição, estão permitidas manifestações individuais e silenciosas da preferência do eleitor pelo uso de bandeiras, broches, dísticos e adesivos. Estão proibidas aglomerações de pessoas com roupa padronizada até o término do horário de votação.

Amanhã pastaremos novas dicas importantes. Fique atento ao grupo. 👈

Abraços e sucesso nesta caminhada, atenciosamente.

Fonte: TB Consultoria & Marketing 👍

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

LULA E O PT DEMOCRATIZOU A EDUCAÇÃO, NEM UM SITIO DE ATIBAIA, NEM UM TRIPLÉX, FERRARI DE OURO OU QUALQUER MENTIRA DOS OPOSITORES MUDARÁ O FATO QUE LULA FOI O MELHOR PRESIDENTE DO BRASIL PARA O RICO E PARA O POBRE.


237,128 vagas no sisu de 2018, total de Brasileiros  com ensino médio 37.313.169 más  se fizer a vontade da OAB e do CFM o governo pode reduzir ainda mais essas ofertas de cursos, temos no Brasil 466 milhões  de médicos  e advogados 1,1 milhões. A realidade é  que o nível superior no Brasil ainda é  uma batalha, apenas 15.935.427 ou seja 10,77% dos adultos tem nível  superior na Rússia.

1.       Federação Russa

Na Rússia ou, mais corretamente, na Federação Russa, mais de metade da população (53%) tem, pelo menos, um diploma de ensino superior. A porcentagem de pessoas com o ensino médio completo é impressionante – 95% - quando comparada com a média da OCDE, que é de 75%. Metade europeu, metade asiático, a Rússia é também um dos países que, no passado, mais investiu em educação em todo o mundo, ainda que agora surja nos últimos classificados em termos de investimento.

2.       Canadá

Logo atrás dos russos,  os canadenses ostentando um diploma de graduação na parede atingem um total de 51% da população total do país. Reconhecido como um dos países que mais investe em tecnologia e ciência, também não surpreende que, em 2010, o Canadá tenha gasto uma média de 16 mil dólares anuais por estudante em estudos superiores.

3.       Japão

Com 46% da população com um grau de ensino superior completo, registados em 2011, o Japão é, ainda assim, um dos países que menos investe em educação atualmente. No que diz respeito ao ensino médio, esse país asiático também apresenta um dos melhores resultados mundo: em 2011, 96% dos japoneses tinham o ensino médio concluído.

4.       Israel

Não muito longe do pódio, Israel apresenta cerca de 46% da sua população com diploma superior. Por outro lado, a média de idades registrada aquando da entrada na faculdade é mais elevada do que em outros países, devido ao alistamento militar obrigatório dos israelitas por volta dos 19 anos. Ainda que não seja a opção mais reconhecida quando pensamos em educação, Israel pode estar se tornando em um dos países mais promissores nessa área.

5.       Estados Unidos

Fechando o top 5 de países mais instruídos estão os Estados Unidos, com 42% da sua população residente com uma graduação completa no currículo. De acordo com as estatísticas, em 2010 os Estados Unidos investiram menos em educação do que em anos anteriores, ainda que seja ainda o país que mais dinheiro gasta por ano com cada estudante entre todos os países da OCDE: quase 23 mil dólares.

Confira o Top 10 completo:
1.       Federação Russa

2.       Canadá

3.       Japão

4.       Israel

5.       Estados Unidos

6.       Coreia

7.       Reino Unido

8.       Nova Zelândia

9.       Finlândia

10.    Austrália

Voltando ao Brasil temos: 7.806.155 nas universidades  ou com nível superior  incompleto isso equivale a 5,27% da população  adulta.

Em 2009 tinhamos 4.848.212 pessoas no Brasil com nível  superior  3,67% hoje temos em 2020 o total de 15.935.427 adultos ou seja 10,77%.

Atualmente o Brasil tem 7 milhões de estudantes matriculados em 33 mil cursos de graduação de 2.364 instituições públicas e particulares, de acordo com o Censo da Educação do MEC

Se continuar nessa pegada e o governo não  fechar vagas nas universidades  públicas  ou privadas talvez em 2050 a população  do Brasil chegará a 60% de adultos com nível superior, muito se da ao SISU, PROUNI, FIES, Quero Bolsas e universidades particulares... As medidas do  governo PETISTA  ao longo prazo se não for destruida  por outros governos fará o BRASIL  ser o pais com maior numero de adultos com ensino superior, em 2000 quando FHC Fernando Henrique Cardoso ainda era o presidente só 4.848.212  ou seja 3,67% dos adultos tinha um diploma de nivel  superior....

PESQUISA DE
DAVID LOPES MACEDO PRÉ CANDIDATO A PREFEITO DE FEIRA DE SANTANA PSOL BA

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

A GRANDE FALHA DO SISU, NEM TODOS QUE SÃO APROVADOS SE APRESENTAM

FOLHA EDUCA

Desistência após escolha de curso é motivo de polêmica

Alto índice de abandono por alunos aprovados no Sisu põe em xeque o modelo do sistema

Após tirar um tempo para pensar, Giovana Pires ficou com peso na consciência de estar tirando a vaga de alguémFoto: Ed Machado

Com a divulgação do resultado da primeira chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2017, na última segunda-feira (30), os estudantes já começam as matrículas em fevereiro, do dia 3 até o dia 7. Mas é o que acontece depois disso que tem chamado a atenção de alguns professores. Com a facilidade de colocar primeira e segunda opção de graduação, além da vantagem de consultar todos os dias a nota de corte, muitos estudantes escolhem um curso que não é necessariamente aquele que quer. Os alunos escolhem o curso que a nota permite. Lá na frente esse grupo acaba desistindo e deixando vagas ociosas e despesas para as universidades.
Os dados mais recentes do Ministério da Educação (MEC) são do Censo da Educação Superior 2015. Eles apontam que, em 2010, 11,4% dos alunos abandonaram o curso para o qual foram admitidos. Já em 2014, o número chegou a 49%. Para o professor de matemática Marcello Menezes, o tempo que o Sisu fica aberto para inscrições - este ano foram cinco dias - colabora para que candidatos se matriculem nos cursos menos preferidos.

“Abrir a inscrição por esse período faz com que, com o tempo, o aluno escolha um curso que não quer de fato, mas o que a nota dá. Depois, vai fazer vestibular de novo, vai passar em outra coisa. Só que alguém deixou de entrar naquela graduação por causa disso. As pessoas têm o direito de escolher e desistir, mas escolher só pelo fato de querer passar em alguma coisa cria um problema sério depois. Particularmente, acredito que não deveria ter tentativa de curso no Sisu. Isso iria segurar mais a migração dos candidatos para cursos que não desejam”, opina.
Mariana Arruda tem 19 anos e passou os últimos três estudando até nos fins de semana para tentar uma vaga em medicina. Embora sua nota do Enem tenha sido boa (766), ainda não foi dessa vez. Decidiu então colocar direito na UFPE como primeira opção e foi aprovada.

“Vou entrar no curso, mas continuarei fazendo cursinho pré-vestibular. Acho errado caso desista depois, já que seria uma vaga de outra pessoa. Mas com 19 anos a pessoa nem sabe o que é universidade, nunca teve contato. A gente tem que escolher muito cedo. É uma escolha muito importante para o resto da vida. Direito é uma coisa que posso gostar. Quero ter a experiência de universidade”, conta.
A situação é parecida com a de Giovana Pires, 18. “Passei em direito na UPE e tirei a semana para pensar se é isso que quero. É o curso que faria se não quisesse medicina. Hoje teria que me matricular, mas, como tenho certeza que quero tentar vestibular novamente, fiquei com peso na consciência de estar tirando a vaga de alguém”, diz.
Na UFPE, a taxa de evasão geral chega a 17%, por diversos fatores. Segundo o professor Paulo Góes, da Pró-Reitoria de Assuntos Acadêmicos (Proacad), a instituição faz um monitoramento e não considera esse tipo de desistência do curso expressivo. “Não há uma diferença marcante por causa do Sisu. A evasão é multifatorial. Alguns dependem da universidade e outros são do próprio aluno. Mas fazemos um edital de ingresso de vestibular extra para preencher o que ficou aberto com as desistências”, explica.

Matéria  da Folha