domingo, 9 de agosto de 2015

Câmara rejeita CPI e beneficia a corrupção na cidade de Ruy Barbosa

Ruy Barbosa| Sessão da câmara tensa e tumultuada na votação para cassação do prefeito José Bonifácio



O assunto da semana na região foi a possível cassação do prefeito da cidade Ruy Barbosa José Bonifácio Marques Dourado, ausente da cidade desde o ultimo dia 13 de Julho deste ano,desde que um de seus filhos foi preso pela policia Federal. 

Na manhã desta sexta-feira (07) a expectativa tomou conta da cidade e da região para a votação do requerimento da cassação do prefeito, a sessão da câmara foi tensa e tumultuada, alguns vereadores estavam exaltados. 

Votaram a favor da CPI Luciana Leal (PMDB), Ney Marques Dias (PR), Ariosvaldo Lira (PMN), Emerson (PP) e Cau das Flores (PSB), votaram contra a CPI Bel (PSB), Lene de Mira (PT), Zé Castanha (PT), Cesar Santos (PT), Dymaci PSD e Paizinha (PSD). 

A CPI não foi criada, pois precisariam de 6 votos, nas redes sociais as pessoas criticaram a sessão da Câmara de vereadores de Ruy Barbosa. 

Em Piripá prefeitura ignora situação do colégio Luis Eduardo Magalhães

fotos externas e internas do Colégio Luís Eduardo Magalhães em Piripá. Construído na gestão do ex-prefeito Luciano Ribeiro e Eguimar Ribeiro, essa escola foi feita para abrigar os alunos do Ensino Fundamental II. O Colégio foi erguido em meados de 1999, mas durou somente até 2005, quando foi interditado pela Defesa Civil, com rachaduras nas paredes, infiltrações, trincamento de portas e janelas de vidro. Hoje, passados quase 11 anos, 4 gestões administrativas, os quase 700 alunos municipais de Piripá estudam numa escola emprestada do estado, o antigo Colégio Edgard Santos, que possui mais de 50 anos que foi erguido, com sérios problemas na estrutura física, e carteiras que nunca foram renovadas.








Essa quadra poliesportiva foi iniciada na gestão do ex-prefeito Anfrísio Barbosa PDT(2008 - 2012), sobrinho do também ex-prefeito e esposo da atual prefeita de Piripá Sueli Bispo Barbosa PP. A obra segue inacabada até hoje.




Em Piripá ainda tem outras obras inacabadas a exemplo de uma creche onde se tornou estacionamento de carros da prefeitura. 

segunda-feira, 27 de julho de 2015

153 GESTORES PUNIDOS POR O TCM NA BAHIA: CONFIRA A LISTA



Prefeitos considerados ordenadores de despesas terão, a partir de decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do ano passado, seus atos julgados pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), e não mais pelas Câmaras de Vereadores, que continuam com o poder de julgar as contas anuais. Nesse caso, estão sujeitos à inelegibilidade os prefeitos que tenham seus exercícios financeiros pontuais reprovados pelos tribunais de contas ou que tenham contra si termos de ocorrência ou denúncia, sem que o julgamento final fique com as Câmaras de Vereadores. Na lista da corte de contas baiana, conforme a Tribuna apurou, estão nada menos que 153 gestores, dentre eles o ex-prefeito de Salvador João Henrique, hoje sem partido, mas que já tem planos de retornar a vida pública em 2016 e pode ver o ‘sonho’ naufragado. O conselheiro e presidente do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM), Francisco Andrade Neto, afirmou que a decisão do TSE chama a atenção para a responsabilidade do Tribunal. “Confirmou o entendimento das cortes de contas de todo o Brasil, contra o qual se insurgiram alguns gestores. Às Câmaras de Vereadores cabe o julgamento político. O tribunal julga as contas públicas dos ordenadores de despesa e verifica se os princípios constitucionais da economicidade, razoabilidade, publicidade, moralidade, legalidade, impessoalidade e eficiência na aplicação dos recursos públicos foram respeitados. Ou seja, se os recursos públicos estão sendo aplicados de forma a gerar o maior benefício para a sociedade”, descreve o conselheiro. Ainda de acordo com Neto, as Casas Legislativas não perderão a prerrogativa de julgar as contas. “As Câmaras continuarão a exercer o julgamento das contas de governo do prefeito. As suas tarefas e responsabilidades, definidas no parágrafo 2º do art. 31 da Constituição Federal, não foram alteradas e são indispensáveis no regime democrático”, aponta.

Especialistas veem lei como complexa - Já para o advogado J. Pires, especialista em Direito Eleitoral, a situação é mais complexa do que parece. Realçando a importância da matéria e conclamando aos órgãos representativos como TCM, UPB, UVB e TRE a uma discussão maior sobre o tema, ele afirma que “realmente a Lei complementar 135/2010, alterou a Lei Complementar 64/90, denominada Lei das Inelegibilidades”. “Ao proceder essa alteração, ela trouxe duas importantes mudanças para o citado dispositivo. Assim, pelo diploma atual, para efeito de inelegibilidade, a lei exige que as contas tenham sido rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa.

A outra mudança constante da parte final da alínea ‘g’ da referida lei é que se aplica a todos os ordenadores de despesas, sem exclusão de mandatários, como disposto no artigo 71, inciso II, da Constituição Federal. E está hipótese é que verdadeiramente representa a grande mudança e que se traduz em verdadeiro prejuízo aos atuais gestores”, explica o advogado especializado na área de Direito Público Municipal, J. Pires, que prossegue: “Com essa mudança na alínea ‘g’, a legislação deu força de julgamento às decisões dos tribunais de contas dos municípios aos denominados termos de ocorrência ou denúncia. E o prejuízo ocorre na medida em que os julgamentos realizados pelo tribunal de contas não asseguram o chamado amplo direito de defesa, que não se traduz apenas em tomadas de informações como faz o TCM”. “O amplo direito de defesa constitui-se em todos os meios permitidos pelo direito brasileiro. A consequência é danosa em favor dos atuais gestores que têm direitos à reeleição, ainda que tenha tido uma conta aprovada, mas no decorrer do seu mandato teve um termo de ocorrência julgado procedente em desfavor e que pode, em tese, deixar ele inelegível. Basta que a aquele ato se configure em improbidade”.

Presidente da UPB cita problemas na decisão do TSE - A prefeita de Cardeal da Silva e presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Maria Quitéria, integra o time de críticos contra a decisão do Tribunal Superior Eleitoral que dá a prerrogativa de punir prefeitos ao Tribunal de Contas dos Municípios. Para tentar reverter a situação, a gestora conta que a entidade representativa das prefeituras baianas está se articulando para ir a campo combater a resolução. “A gente está formando na UPB um grupo de trabalho com algumas discussões e ouvindo alguns advogados. O TCM é um tribunal, mas é opinativo. A gente não tinha, até então, esses casos, mas nos surpreendemos por conta da perda da prerrogativa da Câmara, que é quem teria essa função”, explica. Maria Quitéria acredita que a determinação da Justiça Eleitoral vai impactar diretamente nas eleições municipais do ano que vem. “É uma questão de coerência até. Não tem nenhum prefeito que não teve nenhum termo de ocorrência ou multa. Não vai ter ninguém que se salve. Vale ressaltar que não é o gestor sozinho, tem um corpo técnico que responde por isso. Tem muitos agravantes, os termos de ocorrências as vezes levam até três anos para serem sanados. Sem contar a grande quantidade de processos que tramitam dentro do tribunal”, diz a gestora. “A Corte de contas é também autoridade competente para julgar os exercícios dos prefeitos nas hipóteses que eles atuem na qualidade de ordenadores de despesas, que quer dizer contas de gestão”, explicou o ministro Gilmar Mendes, na ocasião em que a decisão foi aprovada no TSE.

Prefeitos com contas rejeitadas no exercício de 2012 e que estão sujeitos à inelegibilidade, conforme relação do TCM:

1.Abaré, gestores Geraldo Rodrigues dos Santos e Delisio Oliveira da Silva;

2.Água Fria, Adailton Nunes de Souza Leão; 

3. Aiquara, Jutahy Souza Cosme;

4.Amélia Rodrigues, Antônio Carlos Paim Cardoso;

5.América Dourada, Agnaldo Oliveira Lopes;

6.Andorinha, Agileu Lima da Silva; 

7. Angical, Gilson Bezerra de Souza;

8.Antas, Agnaldo Félix dos Santos; 

9. Araçás, Uelinton Oliveira Coelho;

10 .Araci, Maria Edneide Torres Silva Pinho;

11.Aurelino Leal, Domingos Marques dos Santos;

12.Barra do Rocha, Jonatas Ventura dos Santos;

13.Barro Alto, Orlando Amorim Santos;

14.Barro Preto, Adriano Clementino dos Santos;

15.Belmonte, Iedo José Menezes Elias;

16.Boa Nova, Antonio Ferreira Oliveira Filho;

17.Boa Vista do Tupim, Hiran Campos Nascimento;

18.Buerarema, Mardes Lima Monteiro de Almeida;

19.Caatiba, Omar Sousa Barbosa;

20.Cafarnaum, Ivanilton Oliveira Novais;

21.Caldas de Cipó, Jailton Ferreira de Macedo;

22.Caldeirão Grande, Maria Aparecida dos Santos Martins Silva;

23.Camacan, Maria Angela da Silva Cardoso Castro;

24.Campo Formoso, Iracy Andrade de Araújo;

25.Canavieiras, Zairo Jacques Pinto Loureiro; 

26.Candeias, Maria Angélica Juvenal Maia e Francisco Silva Conceição;

27.Canudos, Arcenio Almeida Gonçalves Neto;

28.Capim Grosso, Lydia Fontoura Pinheiro;

29.Caravelas, Jadson Silva Ruas;

30.Casa Nova, Orlando Nunes Xavier;

31.Castro Alves, Clovis Rocha Oliveira;

32.Cícero Dantas, José Weldon de Carvalho Santana;

33.Conde, Antonio Eliud Souza de Castro;

34.Condeúba, Odilio Ribeiro da Silveira;

35.Contendas do Sincorá, Joad Souza Teixeira;

36.Coração de Maria, Diego Henrique Silva Cerqueira Martins;

37.Coronel João Sá, Carlos Augusto Silveira Sobral;

38.Crisópolis, José Santana da Silva;

39.Encruzilhada, Ivani Andrade Fernandes Santos;

40.Entre Rios, Fernando Almeida de Oliveira; 

42.Esplanada, Diolando Batista dos Santos;

43.Eunápolis, José Robério Batista de Oliveira;

44.Feira da Mata, Alex Ronan Viana Mota;

45.Firmino Alves, José Aguinaldo dos Santos;

46.Gongogi, Altamirando de Jesus Santos;

47.Guaratinga, Ademar Pinto Rosa;

48.Iaçu, Adelson Souza de Oliveira;

49.Ibiassucê, Heliton Alves Cardoso;

50.Ibicaraí, Lenildo Alves Santana;

51.Ibicoara, Sandra Regina Gomes Vidal;

52.Ibicuí, Claudio Antonio Kalil Dourado;

53.Ibipeba, Nei Amorim de Sousa;

54.Ibititá, Francisco Moitinho Dourado Primo;

55.Ichú, José Dias Portugal;

56.Igrapiúna, José Edmundo Seixas Dócio;

57.Iguaí, Ronaldo Moitinho dos Santos;

58.Ipiaú, Deraldino Alves de Araújo;

59.Itabela, Osvaldo Gomes Caribé;

60.Itagi, Wanda Argolo Pinto;

61.Itagimirim, Rielson Santos Lima;

62.Itajuípe, Marcos Barreto Dantas;

63.Itamaraju, Manoel Pedro Rodrigues Soares;

64.Itambé, Moacir Santos Andrade;

65.Itanhém, Milton Ferreira Guimarães;

66.Itaparica, Vicente Gonçalves da Silva e Raimundo Nonato da Hora Filho;

67.Itapé, Jackson Luiz Lima Rezende;

68.Itapebi, Cláudio Henrique Ferreira de Carvalho;

69.Itapicuru, José Moreira de Carvalho Neto;

70.Itapitanga, Dernival Dias Ferreira;

71.Itarantim, Gideão Soares Mattos;

72.Itatim, Raimunda da Silva Santos;

73.Itiruçu, Carlos Roberto Martinelli Iervese;

74.Itororó, José Adroaldo Silva de Almeida;

75.Jacobina, Valdice Castro Vieira da Silva;

76.Jaguaquara, Aldemir Moreira; Jequié, Luiz Carlos Souza Amaral;

77.Jeremoabo, João Batista Melo de Carvalho e Pedro Bonfim Varjão;

78.Jequiriçá, Juvenal Farias Maia;

79.Jitaúna, Edisio Cerqueira Alves;

80.Jucuruçu, Manoel do Carmo Loyola da Paixão e Gilberto Nogueira Silva

81. Jussara, Ronaldo Almeida Sousa;

82.Lajedão, Danilo Rodrigues Fraga;

83.Lençóis, Marcos Airton Alves Araújo; 

84.Malhada de Pedras, Valdecir Alves Bezerra;

85.Manoel Vitorino, Lenilton Pereira Lopes, 

86.Mansidão, Davi Frank Gomes Machado;

87.Maragojipe, Silvio José Santana Santos;

88.Mascote, Rosivaldo Ferreira da Silva;

89.Monte Santo, Everaldo Joel de Araújo;

90.Morro do Chapéu, Cleova Oliveira Barreto;

91.Mortugaba, Rita de Cássia Cerqueira dos Santos;

92.Mucuri, Paulo Alexandre Matos Griffo;

93.Muquém do São Francisco, José Nicolau Teixeira Leite;

94.Muritiba, Epifanio Marques Sampaio;

95.Nilo Peçanha, Maria das Graças Soares de Oliveira;

96.Nova Fátima, Manoel Santos de Oliveira;

97.Nova Ibiá, José Murilo Nunes de Souza;

98.Nova Itarana, José Andrade Brandão de Almeida;

99.Nova Viçosa, Carlos Robson Rodrigues da Silva;

100.Ouriçangas, Nildon da Silva; 

101.Pé de Serra, Hildefonso Vitório dos Santos;

102.Pedrão, Alceu Barros de Araújo; 

103.Pedro Alexandre, Pedro Gomes Filho;

104.Pilão Arcado, João Ubiratan Queiroz Lima;

105.Piraí do Norte, Heraclito Menezes Leite;

106.Piripá, Anfrisio Barbosa Rocha;

107.Planalto, Edilson Duarte da Cunha;

108.Poções, Luciano Araújo Mascarenhas;

109.Ponto Novo, Antônio Marcos Alves da Silva;

110.Prado, João Alberto Viana Amaral; 

111.Presidente Jânio Quadros, José Conegundes Vieira; 

112.Presidente Tancredo Neves, Josue Paulo dos Santos Filho;

113.Queimadas, Paulo Sérgio Brandão Carneiro;

114.Retirolândia, José Albérico Silva Moreira;

115.Ribeira do Amparo, Manoel Rodrigues Barbosa;

116.Ribeira do Pombal, José Lourenço Morais da Silva Junior;

117.Ribeirão do Lago, Pacífico de Almeida Luz; Rodelas, Emanuel Rodrigues Ferreira;

118.Salvador, João Henrique de Barradas Carneiro;

119.Santa Bárbara, Jailson Costa dos Santos;

120.Santa Cruz Cabrália, Jorge Monteiro Pontes;

121.Santa Luzia, Ismar Jacobina de Santana; 

122.Santa Terezinha, Agnaldo Figueredo Andrade; 

123.Santanópolis, Juarez Almeida Tavares;

124.São Félix, Alex Sandro Aleluia de Brito;

125.São Gabriel, José Carlos Gomes Ferreira;

126.São José da Vitória, Jeova Nunes de Souza;

127.São José do Jacuípe, Antonio Roquildes Vilas Boas Almeida;

128.São Sebastião do Passé, Tania Maria Portugal da Silva;

129.Sapeaçu, George Vieira Gois;

130.Saubara, Antônio Raimundo de Araújo; 

131.Senhor do Bonfim, Paulo Batista Machado;

132.Sento Sé, Ednaldo dos Santos Barros; 

133.Serra do Ramalho, Carlos Caraibas de Souza;

134.Serrinha, Osni Cardoso de Araújo;

135.Sítio do Mato, Danilson dos Santos Silva;

136.Sítio do Quinto, Cleigivaldo Carvalho Santa Rosa;

137.Souto Soares, Amarildo Neves de Souza; 

138.Taperoá, Antonio Fernando Brito Pinto; 

139.Teixeira de Freitas, Apparecido Rodrigues Staut;

140.Teodoro Sampaio, Antonio Valente Barbosa;

141.Teolândia, Antonio Santana Junior;

142.Terra Nova, Francisco Helio de Souza;

143.Tucano, José Rubens de Santana Arruda;

144.Uauá, Jorge Luiz Lobo Rosa;

145.Uibaí, Pedro Rocha Filho;

146.Una, Dejair Birschner; 

147.Urandi, José Cardoso de Oliveira;

148.Valença, Ramiro José Campelo de Queiroz;

149.Valente, Lucivaldo Araújo Silva e Agnaldo de Oliveira Silva;

150.Vera Cruz, Antonio Magno de Souza Filho; 

151.Wanderley, Bionô Roque das Chagas;

152.Wenceslau Guimarães, Susete Nascimento da Silva; 

153. Xique-Xique, Reinaldo Teixeira Braga Filho.

FONTE: (Tribuna da Bahia)

domingo, 26 de julho de 2015

JONATHAS DO PSOL APARECE EM 3ª LUGAR EM PESQUISA DA BABESP

Pesquisa eleitoral coloca o Rhasta do PSOL em 3ª lugar na corrida eleitoral de 2016.



Feira de Santana
Pesquisa aponta José Ronaldo 51%, Zé Neto 16% e Jonathas 10%

Pesquisa feita pelo instituto Babesp, de propriedade do deputado estadual Marcelo Nilo, em Feira de Santana, em um segundo cenário traz o quadro eleitoral de momento no Município com apenas os nomes que são possíveis candidatos para prefeito: José Ronaldo 51%, Zé Neto 16%, Jonathas Monteiro 10%. Os votos nulos somam 13% e a alternativa não sabe 10%.

Por: Bahia na politica

sábado, 25 de julho de 2015

FHC NÃO QUER DIALOGAR COM GOVERNO NESSE MOMENTO


Para FHC, ‘momento não é para aproximação com o governo’


Matéria do jornal O Globo informa que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso avalia que o momento não é para aproximação com o governo. O tucano postou neste sábado em sua página no Facebook uma mensagem em que afirma que uma conversa neste momento poderia parecer conchavo. “O momento não é para a busca de aproximações com o governo, mas sim com o povo. Qualquer conversa não pública com o governo pareceria conchavo na tentativa de salvar o que não deve ser salvo”, afirmou o ex-presidente.
Na quinta-feira, o jornal “Folha de S. Paulo” publicou a informação de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a amigos em comum que marcassem um encontro com Fernando Henrique. O objetivo do petista seria pedir ao seu antecessor que barrasse qualquer movimento do PSDB pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff. Na ocasião, o Instituto Lula negou a intenção do ex-presidente petista de conversar com Fernando Henrique. Já o tucano disse que aceitaria discutir temas como a reforma política, desde que houvesse uma agenda clara e de conhecimento público.

FONTE: BOCÃO NEWS

PSOL LIDERA PREFERÊNCIAS DENTRO DE UNIVERSIDADES COM 21%


Estatística sobre os partidos de esquerda na universidade
Abaixo, resultados em gráficos e referências de pesquisa importante sobre as preferências partidárias e teóricas de uma parte significativa da intelectualidade de esquerda brasileira no presente. Interessante perceber como o PT, que já foi o maior partido no interior das universidades, hoje, com 15% da preferência, possui praticamente a mesma influência do PCB, que é citado como partido preferido por 14%, e do PSTU, citado como referência por 8%. O PSOL é citado por 21%, estando na liderança, e o PC do B, por 5%, estando na última posição.
Entre os pensadores brasileiros, os preferidos são Florestan Fernandes e Caio Prado Jr, seguidos de José Paulo Netto, Carlos Nelson Coutinho, Ricardo Antunes e Francisco de Oliveira. Entre os autores clássicos, se destacam muito Gramsci e Lukács.

SENADOR ROMÁRIO É DESCOBERTO EM SONEGAÇÃO FISCAL

Romário tem conta milionária na Suíça - e não a declarou ao Fisco

Romário no Senado: da tribuna, o ex-craque dispara lições de ética e denuncia falcatruas. Conta não declarada à Receita pode tisnar esse discurso(Pedro Ladeira/Folhapress)

Quem o vê na tribuna do Senado, fustigando os cartolas do futebol com acusações de irregularidades e à frente de uma CPI sobre falcatruas na Confederação Brasileira de Futebol, se impressiona: Romário de Souza Faria, 49 anos, ídolo da seleção, firma-se cada vez mais na política com um vigoroso discurso em defesa da ética e da lisura. A postura, apimentada por seus comentários afiados, é tão bem-sucedida entre os eleitores que o levou a ganhar com folga a disputa pelo Senado no Rio de Janeiro, na eleição do ano passado, e o coloca agora no topo das pesquisas sobre os mais cotados para a prefeitura do Rio em 2016. Tamanha popularidade acaba por deixar na sombra uma flagrante incongruência entre o Romário senador e o Romário cidadão: na vida pessoal, o ex-jogador é notório por suas pendências financeiras. Uma delas está nas mãos do Ministério Público Federal: um extrato de uma conta bancária em nome de Romário no banco suíço BSI, com sede em Lugano, no valor de 2,1 milhões de francos suíços, o equivalente a 7,5 milhões de reais. A pequena fortuna não aparece na declaração oficial de bens encaminhada por Romário à Justiça Eleitoral em 2014. Romário disse a VEJA que nunca ouviu falar da conta: "Até agradeço por me informarem. Se for dinheiro meu, vou buscar".
No extrato consta um crédito de rendimentos em aplicações no período de um ano a partir de 31 de dezembro de 2013, o que fez elevar o saldo aos mais de 7 milhões de reais atuais. A data do documento é 30 de junho de 2015. Ter dinheiro no exterior não é proibido. No caso de Romário, isso não necessariamente levanta suspeitas sobre sua origem, pois ele jogou em grandes clubes europeus, recebendo em moeda forte. "Abri contas na Holanda e na Espanha e, para ser sincero, não sei se fechei. Mas nunca mais movimentei", diz Romário. Brasileiros com conta em bancos estrangeiros e saldo acima do equivalente a 100 000 dólares devem informar à Receita Federal, que cobrará o imposto devido. Em 1997, quando jogava no Valencia, da Espanha, Romário foi autuado pelo Fisco por ter aberto empresas nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal, e para lá transferido aplicações e propriedades. O objetivo era escapar dos impostos. Só o valor que consta no extrato do BSI em nome de Romário supera em quase seis vezes o patrimônio total declarado por ele à Receita Federal, como é exigido de candidatos a cargos eletivos. Romário informou à Receita que seu patrimônio total era de 1,3 milhão de reais, entre imóveis, terrenos, cotas de empresas e aplicações financeiras.
A conta não declarada na Suíça passa a ocupar o topo da lista de enroscos financeiros de Romário em tempos recentes. Quando se examina o comportamento dele nessa área, não naquela em que reinou, fica evidente que o Baixinho é mau pagador. A lista de faturas em aberto no Rio de Janeiro vai de condomínios a pensão de filhos, passando pelo Fisco e pelo INSS. Só em impostos federais, Romário acumula pendências em torno de 2 milhões de reais. O senador já foi citado em 28 processos por dívidas e chegou a ser condenado em várias instâncias por sonegação fiscal. Parte dos processos subiu ao Supremo Tribunal Federal. O craque estava a um passo de ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa e só escapou por ter, finalmente, desembolsado 1,4 milhão de reais, renegociando o restante.
Um apartamento de Romário, avaliado em 4 milhões de reais, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste carioca, quase foi a leilão há poucos meses por falta de pagamento de 600 000 reais em taxas de condomínio. Na última hora houve acordo, e a dívida está sendo renegociada. Se Romário o perdesse, seria reincidência: em 2009, ele foi obrigado a entregar uma cobertura de 8 milhões de reais no luxuoso condomínio Golden Green, também na Barra. O imóvel foi leiloado por falta de pagamento de taxas. Quando o empresário Edson Bueno, então dono da Amil e comprador do imóvel, pegou as chaves, ficou impressionado com o estado de depredação. Romário diz que arrancou um aparelho de ar condicionado. Outras duas propriedades dele foram tomadas pela Justiça para quitar dívidas.
Romário não leva uma vida modesta. Ele circula pelo Rio de Janeiro em uma Ferrari vermelha, que, por via das dúvidas, registrou no nome de uma ex-­mulher. Seus bens são condizentes com os ganhos de quem já foi o jogador mais bem pago do Brasil - no Flamengo, recebia 320 000 reais por mês, em valores atuais. Da experiência, aprendeu que ganhar dinheiro é bom; gastar, nem tanto. Vitorioso na política - na qual entrou como deputado federal e, na eleição seguinte, já se transferiu para o Senado com votação recorde -, em 2013 amea­çou deixar seu partido, o PSB, e viu-se alvo de intensa disputa por seu passe. Quatro caciques de diferentes siglas envolvidos nas negociações disseram a VEJA que Romário é pragmático e a medida do seu interesse passava sempre por alguma recompensa. Acabou ficando no PSB. Expoentes de seu círculo contam que a recompensa nesse caso seria o pagamento do aluguel da mansão de 10 milhões de reais onde ele mora em Brasília. Tanto o partido como o senador negam o arranjo. Saldar o que deve, tudo indica, ele pode. Calcula-se que Romário tenha rendimentos anuais de 5 milhões de reais, entre campanhas publicitárias e pagamentos atrasados. Só do Flamengo, ele ainda recebe 159 000 reais por mês. O salário de senador é de 33 700 reais. Quando se esclarecerem as circunstâncias de sua conta no BSI, o Baixinho vai ter mais alguns milhões de razões para driblar seus credores.

FONTE: VEJA